Campeões futaleufuenses de corrida de dinossauros com obstáculos

OU: Os perrengues e as delícias de não ter internet à mão e em casa

Já faz um tempo que chegamos a Futaleufú, mas ainda não temos internet em casa. A história da internet poderia render uma novela inteira (ou uma Chilenada!), mas para resumir, como somos estrangeiros e ainda não temos nossa residência (logo, nosso RUT válido), não podemos contratar esse simples serviço em nosso nome. Ou ter um plano de celular com dados (temos apenas um pré-pago caro que mal funciona na Patagônia).

Estamos às voltas para ter internet em casa, mas por enquanto temos usado o wi-fi de todos os lugares da cidade onde há…! São dois…

Para quem vive (como nós vivemos, até pouco mais de um mês atrás) em uma grande cidade, com todos os serviços à disposição (ainda que ruins, como era o caso de São Paulo) e internet em casa e no celular o tempo todo, ficar desconectado pode parecer uma tragédia grega. Em muitas situações é, mesmo – um exemplo simples é que continuamos aqui com a nossa empresa de tradução, a Traddutz, e nem sempre conseguimos trabalhar em um café que fecha em horários que ainda não aprendemos bem… Ah, as siestas

Mas na maioria do tempo, o fato de não estarmos conectados ao mundo é o que nos permite contemplar as paisagens e olhar para outros lados, que não a tela do celular ou do computador. Paisagens não faltam por aqui – desde que chegamos já fizemos alguns passeios bem legais, por lugares lindos (sugerimos a amigos, familiares e couchsurfers). Alguns exemplos são os mirantes ao redor da cidade, que entregam vistas deslumbrantes do entorno, como o Mirador Torre de Agua e o Mirador La Bandera, no alto do qual, há vinte anos, carabineros encravaram uma bandeira chilena – de lá pode-se ver toda a cidade de Futaleufú, além de boa parte dos rios da região. Temos um objetivo: conhecer bem a região e deixar o sedentarismo em São Paulo. Ficar sem internet ajuda!

E há os perrengues. Desde que chegamos, decidimos que, já que temos um sofá sobrando na nossa cabaña, receberíamos couchsurfers. Nossa primeira noite aqui na cidade, inclusive, foi como CSers, na casa de um casal argentino, como já contamos. Agora é a nossa vez de receber. Mas como os CSers, nós não temos internet o tempo todo – e pode ser difícil nos comunicar com eles sem rede. Damos nossos jeitos, como usar o wi-fi do Km 0, um restaurante muito conhecido na praça, ponto de encontro de viajantes que chegam à cidade.

Outro perrengue é conseguir falar com a família no Natal. Já seria difícil com internet, já que metade do mundo está tentando falar com a outra metade. Sem internet, então, fica difícil. Por isso já aproveitamos este post para desejar a todos um ótimo Natal e um 2016 sensacional! 🙂

Até que tenhamos internet, uma coisa é certa: estamos treinando para o campeonato futaleufuense de corrida de dinossauros com obstáculos. Algo nos diz que, pelo tanto que treinam, os Hijos de Futa sairão vencedores!

HIJOS DE FUTA CONVIDAM: Acesse e assine o nosso canal no YouTube! É de graça e garante algumas boas risadas! Alguns vídeos já estão no ar!

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