Passando de bicicleta pela Patagônia chilena

Flavia e sua magrela antes de ir embora de Futa
Flavia e sua magrela antes de ir embora de Futa

Essa é a história de uma paulistana com quem cruzamos ao chegar em Futaleufú. O nome dela é Flavia. Ela está percorrendo o sul do nosso continente em cima de uma bicicleta. Logo ao chegar no nosso destino, passamos a noite na casa da Cynthia e do Agustin, um simpático casal de argentinos que se mudou para Futa e que hoje abre a porta para couchsurfers. Além de nós, havia um casal de checos e outra brasileira, a Flavia.

Quando a conhecemos, ela estava voltando de um rafting na região, que é reconhecida por ter os melhores rios para esse tipo de atividade. Estava extasiada. E começou a contar da aventura que está fazendo, dos lugares pelos quais passou, dos cerca de 100 km que percorre por dia com a magrela. É uma aventura para a qual meros mortais, como a gente, olham com admiração.

O que mais chamou a atenção é que apesar dos perrengues, da dificuldade física, da aparente exaustão, da solidão e de todos os obstáculos que quem faz uma empreitada dessas enfrenta, isso tudo nem é encarado como superação – ela até dava de ombros quando, de olhos arregalados, mostramos fascínio pelas histórias.

Flavia não é a primeira e certamente não será a última a fazer uma travessia dessas. Lembro de ter entrevistado um rapaz do interior de São Paulo que percorreu 4 mil km de bicicleta de São Carlos até o Ushuaia. O papo com ele virou uma matéria publicada na Folha de S.Paulo. Ele contou a aventura, que já tinha concluído, e ouvimos da Flavia, ainda em meio à aventura dela, percepções parecidas.

Flavia e os Hijos de Futa
Flavia e os Hijos de Futa

Anteontem a Flavia se despediu da gente, do casal de argentinos e de Futaleufú. Tomaria a estrada de pedregulhos em direção a Palena e acamparia no meio do caminho para retomar a viagem no sentido da Carretera Austral ontem. Enquanto ela montava a bicicleta para seguir viagem, perguntei quantos quilos ela levava. Ela não soube responder ao certo. Pouco importa. “Tenho fé de que sempre vou encontrar onde ficar e quem me dê comida”. A fé, é verdade, não pesa nada. Nem as experiências, as paisagens, as lembranças dos lugares pelos quais passou e está passando.

Que seja uma maravilhosa viagem, Flavia! Nós ficamos aqui em Futa acompanhando a aventura e mandando boas vibrações!

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